quinta-feira, 19 de maio de 2011

Olha um livro novo...

Bom dia! Hoje estamos aqui para vos dar a conhecer mais um dos produtos finais deste nosso projecto. Desta vez, o Livro de Projecto, previsto desde o início do ano como um dos três produtos finais.
Mas afinal, em que consiste o nosso livro de projecto? O livro será uma compilação de toda a pesquisa e de todos os textos efectuados ao longo da 1ª fase do projecto. Isto é, o inquérito e os estudos que fizemos no 1º período, bem como as entrevistas e os artigos que produzimos no 2º período – e fomos publicando em versão resumida aqui no blogue, com os nossos textos semanais – irão constar, na sua versão integral, neste nosso livro.
Temos estado atarefadíssimos com a impressão de quatro exemplares deste livro: um para a biblioteca municipal, outro para a biblioteca da nossa escola, outro ainda para oferecer ao Presidente da Câmara Municipal – como forma de agradecer a sua disponibilidade para estar presente na nossa palestra final – e um último para fazer parte do dossier. Na palestra final, que se realizará na próxima quarta-feira, vamos então entregar um livro ao Dr. Castro Almeida; contudo, o livro apenas irá ser oficialmente apresentado no último dia de aulas, numa sessão que se realizará na biblioteca escolar, sendo essa também a data da entrega de um exemplar do mesmo à biblioteca municipal.
Ao oferecer o livro às bibliotecas, esperamos que este seja mais um livro a enriquecer a vasta colecção de exemplares que as duas bibliotecas dispõem. Pretendemos, ao mesmo tempo, “imortalizar” o nosso projecto, para que o final do ano lectivo não seja o fim de todo o nosso trabalho, na medida em que ele poderá ser consultado nas bibliotecas por todos os que pretenderem saber mais sobre a economia e o emprego nesta nossa cidade de São João da Madeira.
Continuem atentos pois ainda vamos lançar mais artigos sobre o culminar do nosso projecto. Até breve!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A nossa palestra final

Boa tarde caros leitores! Cá estamos novamente com mais uma notícia sobre o nosso projecto: no dia 25/05/2011, pelas 10h10, o nosso grupo irá dinamizar uma palestra, na nossa Escola Básica e Secundária Oliveira Júnior, sobre o presente e o futuro do mercado de trabalho da cidade, que contará com a já confirmada presença do Dr. Castro Almeida, presidente da Câmara Municipal de São João da Madeira.
Esta palestra constitui um dos produtos finais do nosso trabalho de projecto. Será destinada a todos os alunos do 12º ano que pertencem aos cursos científico-humanísticos, tendo como objectivo dar a conhecer aos nossos colegas as tendências actuais da economia e do mercado de trabalho da cidade e da região.

Ao organizar esta palestra, esperamos que esta constitua uma ajuda para os alunos do 12º ano, que ficarão com um maior conhecimento acerca das perspectivas futuras do emprego na cidade. Assim, nas suas escolhas relativamente ao prosseguimento de estudos no ensino superior, estes poderão privilegiar as áreas onde vão ter mais essa possibilidade para arranjar emprego na nossa cidade.
Continue a acompanhar o nosso blogue, pois brevemente publicaremos mais pormenores sobre esta palestra que estamos a organizar. Até breve!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O projecto foi à Católica

Bom dia caros leitores, como prometido vimos hoje contar-lhe tudo sobre a nossa participação no “Fórum de Escolas – A Área de Projecto vai à Católica”, que decorreu na quinta-feira 5 de Maio de 2011, no Campus da Foz do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa.

Depois de uma viagem em transportes públicos que começou às 6h30 (!) em São João da Madeira, o evento começou pelas 08h30, com a montagem dos materiais que iríamos expor durante o dia. De seguida, pelas 10h00, deu-se o início oficial do evento, com a sessão de abertura, em que foram dadas as boas-vindas aos participantes e em que foram revelados quais os prémios que iriam ser atribuídos aos vencedores do evento.
Seguidamente, iniciou-se a avaliação dos projectos expostos. Feliz ou infelizmente, foi o nosso o primeiro projecto a ser avaliado, por dois professores da Universidade. Fizemos uma pequena apresentação e explicação do nosso projecto aos avaliadores, que tiveram também a oportunidade de ver os materiais que estavam expostos – alguns dos nossos textos semanais, os artigos que saíram nos jornais locais e no jornal da escola sobre o nosso projecto, as fotos da cidade…
Depois da apresentação aos júris, tivemos até as 13h30 para, simultaneamente, avaliar os outros projectos (para depois votarmos no prémio do público) e expor o nosso projecto aos restantes participantes no Fórum, pelo que tivemos que nos desdobrar nestas duas tarefas.
Todos os alunos que vieram visitar o “cantinho” do nosso projecto puderam, para além de ver os materiais expostos, participar no nosso quiz, onde tínhamos 10 perguntas de escolha múltipla sobre o nosso projecto, com 3 ajudas para cada participante, semelhantes às do famoso concurso “Quem Quer Ser Milionário”. Muitos quiseram participar, pois todos os participantes tiveram direito a um prémio de participação docinho – um rebuçado – e os quatro melhores participantes de cada hora tiveram a oportunidade de provar o doce tradicional de São João da Madeira, que, para quem não sabe, é a Ermelinda.
Foi neste período da manhã que o nosso “cantinho” foi mais visitado e em que houve mais participantes no quiz, pelo que não tivemos a oportunidade de conhecer muitos projectos dos outros concorrentes neste período.
Já das 13h30 às 14h30 foi a nossa merecida hora de almoço, em que a cantina da Universidade proporcionou-nos não só uma saborosa refeição mas também a oportunidade de descansarmos um pouco, pois estivemos de pé quase toda a manhã.
Das 14h30 às 17h00, continuamos a apresentar o nosso projecto ao público, pois já tínhamos sido avaliados pelos júris. Infelizmente, este foi um período mais “morto”, em que o número de visitas ao nosso cantinho foi menor. Mesmo assim, continuamos a ter algumas participações no quis, a oferecer alguns prémios, ao mesmo tempo que tivemos a oportunidade de conhecer mais projectos e assim decidir em qual iríamos votar para o prémio do público.
Às 17h00 terminou o período de exposição e foi o momento de entregarmos os nossos boletins de voto devidamente preenchidos. Seguiu-se um período de uma hora em que saboreámos o bom lanche que foi oferecido pela Universidade e arrumámos os materiais que tínhamos exposto.
Por fim, fomos à sessão de encerramento e de entrega de prémios. Infelizmente não coube nenhum deles ao nosso projecto, mas ficamos contentes pela fantástica experiência que constituiu a participação neste evento!
Regressámos então a São João da Madeira com vontade reforçada de continuar o trabalho no nosso projecto. Brevemente publicaremos mais novidades sobre as acções a desenvolver neste período aqui no blogue, por isso fique atento!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Estamos de volta...

Boa noite. Esperamos que as suas férias da Páscoa tenham sido muito boas! As nossas já acabaram, pelo que estamos de volta ao trabalho neste último período.
Como tínhamos prometido, a partir de agora iremos dar-lhe conta de todas as acções que estamos a desenvolver para a divulgação do projecto à comunidade. A primeira delas será de hoje a 8 dias, em que nos deslocaremos ao Campus da Foz (Porto) da Universidade Católica para participação no “Fórum de Escolas – A Área de Projecto vai à Católica”.
A nossa participação neste evento consistirá na exposição dos materiais produzidos por nós ao longo do ano lectivo e terá como objectivo principal a interacção com outros projectos desenvolvidos por alunos do 12º ano. Para além disso, é claro que vamos com a ambição de nos destacarmos de entre os projectos da nossa área e, quem sabe, trazermos um prémio para São João da Madeira!
Se quiser saber mais sobre o Fórum de Escolas, consulte o site oficial do evento, em http://www.porto.ucp.pt/forumescolas/. E, claro, não se esqueça de passar por cá para a semana para ver as fotos da nossa participação neste evento!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Conclusão – Outras perspectivas políticas acerca do emprego na cidade

Neste que é o último texto semanal do nosso projecto, não queríamos terminar sem divulgar também as opiniões dos restantes partidos com representação na Assembleia Municipal de SJM quanto ao emprego na cidade.

Para isso vamo-nos basear nos programas políticos que cada um destes partidos apresentou à população aquando da campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 2009.

A perspectiva do CDS-PP:

À semelhança do que acontece com o actual executivo camarário e com a JS-SJM, os centristas apresentam também uma grande preocupação com a atracção de empresas e de emprego para a cidade.

Neste sentido, uma das propostas de Dina Rocha, que se candidatou pelo CDS à presidência da autarquia em 2009, era a integração de SJM em “redes multi-municipais de apoio ao empreendedorismo”, isto é, a criação, em toda a região, de uma rede que facilitasse o espírito de iniciativa empresarial, proporcionando aos empresários sistemas de garantia mútua, capital de risco…

Outro aspecto importante para a criação de emprego na cidade era, para a candidata deste partido, a criação de “uma incubadora de empresas e/ou ideias de base tecnológica, a localizar num parque empresarial que forneça serviços de suporte administrativo de apoio à gestão”. Trata-se de uma ideia que, sem dúvida, faz lembrar o projecto de criação e ampliação do Centro Empresarial e Tecnológico que a autarquia desenvolve actualmente.

Outra ideia do CDS é o apoio da criação de emprego social pelas IPSS. Para Dina Rocha, aspectos como a prestação de cuidados continuados aos mais idosos e a criação de novos centros de noite seriam importantes, na medida em que, para além de apoiarem os mais desfavorecidos, levam à criação dos empregos necessários ao desenvolvimento destas actividades.

Por último, é de referir que o CDS, ao contrário da JS, acha importantíssima a atracção do ensino superior para o concelho sanjoanense. Dina Rocha propôs-se a “captar o ensino superior para a cidade, nomeadamente o tecnológico para que se possa ligar com as redes de empreendedorismo”. A existência de ensino superior em SJM seria, para os centristas, muito positiva, desde que fosse integrada com as entidades empregadoras e contribuísse para a qualificação das empresas da cidade.

A perspectiva da CDU:

Esta coligação centrou a sua última campanha eleitoral em casos como o da defesa da Urgência do hospital da cidade ou da extinção da empresa municipal “Águas de S. João”. Mostrou-se, portanto, menos preocupada com a implementação de medidas de apoio ao emprego e ao empreendedorismo do que os restantes partidos.

Contudo, Jorge Cortez, que foi o candidato da coligação à presidência da autarquia de SJM, não deixou de apresentar algumas propostas neste domínio:

  • Criação, na própria estrutura da Câmara Municipal, de um departamento que apoie as empresas em aspectos como a organização, as tecnologias, a inovação…
  • Implementação de um serviço de apoio aos desempregados que, juntamente com o centro de emprego, os ajude na procura de emprego;
  • Colocação de obstáculos à criação de grandes superfícies na cidade e incentivo ao comércio tradicional, na medida em que os comunistas defendem que a substituição do comércio tradicional pelo retalho moderno leva à destruição de emprego.

A perspectiva do BE:
Já o Bloco de Esquerda mostrou-se mais preocupado do que a CDU com as questões do combate ao desemprego. O elevado desemprego que já se verificava no país motivou um conjunto de propostas no domínio do emprego, apresentadas por Pedro Pardal (candidato bloquista à Câmara Municipal de SJM, em 2009):

  • Cedência, por parte da autarquia, de terrenos a baixo custo às empresas que queiram fixar-se no concelho de SJM;
  •  Desenvolvimento de um programa de reabilitação urbana e habitacional na cidade: a autarquia compraria edifícios devolutos a preços justos, recuperá-los-ia e depois recolocaria essas habitações no mercado do arrendamento, o que, segundo os responsáveis do partido, criaria bastantes empregos e revitalizaria o mercado do arrendamento da cidade;
  • Lançamento de um programa de apoio à instalação de novas empresas e de diversificação industrial: este programa incentivaria as novas empresas que criassem postos de trabalho permanentes (com vínculos efectivos) em ramos de actividade fora da fileira calçado; as empresas apoiadas não poderiam distribuir quaisquer dividendos durante o período em que deles beneficiassem;
  • Lançamento das chamadas “iniciativas locais de criação de emprego”, isto é, de projectos de criação de emprego em áreas como a produção cultural, o património cultural e as tecnologias de informação e de comunicação.

É de notar que o facto de o BE ser bastante crítico quanto às políticas da autarquia no domínio do emprego fez com que as propostas apresentadas se caracterizassem não tanto pelo apoio aos empresários mas principalmente pela criação de emprego de iniciativa pública. Contudo, não deixa de ser curioso verificar que a primeira medida referida vai de encontro ao objectivo do projecto de ampliação da Zona Industrial das Travessas do actual executivo camarário.

Em conclusão…

Caros leitores, é com este artigo que terminamos a primeira e grande fase do nosso projecto, da publicação semanal dos nossos artigos sobre o mundo do emprego em SJM. Aproveitamos para agradecer a todos os que de uma maneira ou outra, contribuíram para o sucesso desta fase do nosso projecto.

Contudo, não é um adeus mas sim um até já. Voltaremos no 3º período onde, apesar de não publicarmos os nossos textos semanais (uma vez que iremos desenvolver acções destinadas à comunidade escolar), continuaremos a divulgar aqui no blogue e também no facebook todas as acções que forem realizadas por nós. Continue a acompanhar este projecto!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Projecto em destaque na imprensa local

Caros leitores, é com satisfação que informamos que hoje o nosso projecto foi alvo de um artigo do semanário Labor, no qual é dado destaque ao nosso artigo sobre a perspectiva política da autarquia acerca do emprego na cidade, nomeadamente às afirmações de Castro Almeida acerca do projecto Oliva Creative Factory e a sua proximidade à "Caixa das Artes" feirense.

Se quiser ler o artigo, ficando também a conhecer um pouco mais sobre o nosso projecto, pode fazê-lo em http://www.labor.pt/index.asp?idEdicao=271&id=14193&idSeccao=2919&Action=noticia, bem como na edição impressa do jornal Labor.

Aproveitamos também para vos dizer que na segunda-feira será publicado o último dos nossos textos semanais, no qual iremos fazer uma conclusão geral ao tema do nosso projecto. Passe por cá para lê-lo a partir do dia 28!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Perspectiva política da Juventude Socialista de SJM acerca do emprego na cidade

Depois da entrevista ao Dr. Castro Almeida, em que nos inteiramos das ideias e projectos da autarquia sanjoanense nos domínios do emprego e da educação, quisemos saber também as ideias dos partidos da oposição ao PSD (que ganhou as últimas eleições autárquicas em SJM).

Assim sendo, entrevistámos Alessandro Azevedo, líder da Juventude Socialista (JS) de SJM, para ficarmos a saber o que é que os jovens do maior partido da oposição local pensam sobre estas matérias. Agradecemos a disponibilidade do mesmo para esta entrevista.

A Câmara Municipal de SJM ignora os jovens?

Nos últimos tempos, a principal reivindicação que a JS-SJM tem demonstrado é a de que Câmara Municipal da cidade não ouve as propostas que os jovens têm para o seu concelho. Começámos, portanto, a entrevista perguntando o porquê destas queixas. “A JS defendeu e defende a necessidade de haver nos concelhos instrumentos que permitam uma aproximação dos jovens aos responsáveis políticos locais”, afirmou Alessandro Azevedo.

“Nesse sentido, a Assembleia da República criou, já há muito tempo, uma imposição legal da criação de um Conselho Municipal de Juventude em cada município, que é um órgão consultivo onde o presidente da Câmara deve ouvir os jovens relativamente a várias matérias da política local. Escudando-se com argumentos jurídicos duvidosos, Castro Almeida nega-se a aplicar a lei, que devia ter sido aplicada até Agosto de 2009. Existe claramente uma falta de vontade política da Câmara Municipal em ouvir os jovens”.

Quisemos também saber quais as mais-valias da existência deste órgão, que fazem com que a JS-SJM batalhe tanto pela sua implementação. Segundo Alessandro Azevedo, o Conselho Municipal da Juventude, por um lado, “levaria a que o presidente da Câmara tivesse a visão dos jovens que estão efectivamente no terreno, e que lidam com aqueles que estão com problemas”. Por outro lado, “fomentaria a participação cívica dos jovens, pois a ida de um jovem a um órgão consultivo, para debater com o presidente de câmara os problemas que afectam a juventude sanjoanense, aproximaria qualquer jovem da administração do seu concelho”.

A atracção de emprego para a cidade:

Passámos à confrontação das opiniões da JS com as do actual executivo camarário. A JS-SJM tem afirmado ultimamente que a autarquia não tem feito tudo o que podia fazer para combater o desemprego. “Há a necessidade de encontrar soluções a nível nacional que fomentem o crescimento económico, já que este é a melhor via de criação de emprego, mas os concelhos devem ter também um papel no desenvolvimento de ferramentas que fomentem a criação de emprego”, explicitou o líder desta estrutura partidária local na entrevista que nos concedeu.

Seguiu-se um exemplo de uma autarquia em que, por sinal, é o PS que está no poder. “Há concelhos do nosso distrito que apresentam resultados muito melhores do que SJM. Arouca, por exemplo, um concelho que está mais no interior do que SJM, apresenta uma taxa de desemprego baixa. Isto revela que tem havido, por parte da autarquia, empenho no combate ao desemprego”, alegou Alessandro Azevedo.

[A bem da verdade, note-se que, segundo uma notícia do jornal SOL online, publicada a 10 de Maio de 2010, em que foi divulgada uma estimativa da taxa de desemprego para todos os concelhos do país, a taxa de desemprego do concelho de Arouca é de 6,7%. Mesmo não sendo os tais 4%, não deixa de ser uma taxa de desemprego baixa comparativamente com a média nacional e com a taxa de desemprego do concelho de SJM (10,2%, segundo esta mesma notícia).]

Impunha-se saber, então, o que é que, para a JS, deve ser feito para combater o desemprego. Alessandro Azevedo começou por ressalvar que a JS está inteiramente a favor dos três grandes projectos da autarquia neste domínio. “Somos totalmente favoráveis aos três investimentos. As incubadoras de empresas, como o Centro Empresarial e Tecnológico, são desde há muitos anos uma preocupação da Juventude Socialista à escala nacional. Quanto à Oliva Creative Factory, é uma indústria criativa e estava, aliás, no projecto político que o PS apresentou em 2009”.

Contudo, para o líder da JS-SJM, “há uma questão essencial à qual a Câmara Municipal não tem respondido, que é a defesa das indústrias tradicionais. SJM tem que recentrar a sua importância na realidade do sector do calçado a nível internacional. Nesse sentido, o PS defendeu, por exemplo, a construção do Museu do Calçado em SJM”. Por outro lado, “não se justifica que uma cidade como SJM nunca tenha tido uma Feira Internacional de Calçado, tínhamos todas as condições para o fazer, era uma medida essencial de apoio ao sector que emprega muitos sanjoanenses”. São medidas tão ou mais importantes do que as que já estão a ser implementadas, uma vez que Alessandro Azevedo defende que a única solução de curto prazo para o desemprego está nos sectores tradicionais.

Em conclusão…

Nesta que foi a última entrevista do nosso projecto constatámos que, a nível local, a JS é uma estrutura partidária que, ao contrário de outros partidos que também estão na oposição, não se limita a “deitar abaixo” os projectos e as iniciativas de quem está no poder – alguns dos projectos do actual executivo autárquico são mesmo elogiados pela JS –, contribuindo para o enriquecimento do debate político ao divulgar quais as acções que tomaria caso estivesse no poder. Deste modo, resta-nos desejar boa sorte à JS nos seus projectos que visam apoiar jovens como nós!