segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Empresas sanjoanenses - Olmar

Continuamos a nossa série de textos relativos a casos de sucesso de empresas sanjoanenses com uma empresa que todos os sanjoanenses certamente conhecem: a Olmar. Fomos entrevistar Carla Ferreira, a relações públicas da Olmar, pelo que os parágrafos que se seguem estão recheados de curiosidades interessantes sobre a Olmar!

História da empresa:

A Olmar nasceu em 1973, pelas mãos de Fernando Oliveira, que ainda hoje é o administrador da empresa. “O senhor Fernando Oliveira começou numa garagem, que era a garagem do prédio onde vivia, pequenininha, para aí com uns 30 metros quadrados, e aos bocadinhos foi conquistando uma cave”, explicou-nos Carla Ferreira. Uma aventura que só foi possível graças à experiência adquirida por Fernando Oliveira nos anos em que trabalhou nos escritórios da Oliva.

Nesta primeira fase, Fernando Oliveira era também o principal vendedor da empresa. “A mestria que ele utilizou para iniciar a sua actividade como empresário foi ir conquistando devagarinho e sempre muito conscientemente” os clientes, tentando ter sempre o que este queria, mas “sem encher a empresa de stocks”.
Foi esta a receita para o crescimento da empresa, que lentamente foi investindo em novas áreas de negócio e em novas formas de chegar aos clientes. Um crescimento lento mas constante, de tal forma que a empresa atingiu a dimensão que apresenta actualmente.

A Olmar, na actualidade:

A Olmar do presente é a principal empresa na região do EDV a operar na área dos produtos para escritório. “A Olmar é uma das principais fornecedoras do governo, de tudo o que é ministério, de tudo o que é banco…”, afirmou Carla Teixeira.

Chegar a estes clientes só é possível graças à equipa de técnicos de vendas da empresa, que não só lida com as maiores empresas do país mas também garante a participação da empresa nos concursos públicos de compra de material de escritório, feitos pelo Estado. Esta última participação faz com que a Olmar seja o principal fornecedor das escolas do país, pelo que escolas como a ‘nossa’ Secundária Oliveira Júnior vendem, nas suas papelarias, produtos provenientes da Olmar.

As marcas próprias da Olmar são também uma das características que a definem. A Pajory, a Fegol e a Polycópia são marcas com as quais a empresa adapta-se ao perfil do cliente actual, que põe o factor preço acima do factor reconhecimento da marca.

Se a Olmar, até há três anos atrás, era uma empresa que tinha como clientes apenas outras empresas ou instituições, não vendendo para o consumidor final, esse cenário alterou-se em Janeiro de 2008 com a inauguração da megastore da Olmar, situada em SJM. Foi um investimento de 2 milhões e meio de euros que tem dado bastante retorno, uma vez que o número de clientes que visitam a loja tem aumentado, mesmo com a forte concorrência da “Staples de Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis”, concorrência que, garante Carla Ferreira, não consegue fazer preços tão bons quanto os da Olmar. Dito isto, deixamos para o leitor a tarefa de averiguar se esta informação é verdadeira…

Todavia, a importância da megastore da Olmar não se esgota no facto de ter possibilitado a venda ao público: a megastore impulsionou o início da venda, por parte da empresa, de produtos de informática e de tecnologia. Fazendo jus ao slogan da empresa – «Olmar aposta em inovar» – esta loja, para além da área de material de escritório, tem também uma secção dedicada à venda de computadores, máquinas fotográficas, televisores, GPS… Mesmo assim, Carla Ferreira garantiu-nos que a papelaria é e será sempre o forte da empresa.

A internacionalização da Olmar:

Não se pense que a Olmar alcançou a dimensão que apresenta actualmente apenas actuando no mercado português. Já há 20 anos que a Olmar está presente num mercado emergente: os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. É uma estratégia de internacionalização já bastante consolidada, que representa actualmente cerca de 20% das vendas da empresa.

Questionámos também se a Olmar pensa em alargar a sua estratégia de internacionalização para outros mercados. “Pensamos. Nós estamos a pensar em ir para a Europa, estamos a pensar «Porque não? Já que os outros Europeus vêm para aqui porque é que nós não vamos para lá?» É uma questão de tentarmos”. Esperemos que esta ideia, um dia, deixe de ser um pensamento e passe a ser a realidade!

Em suma…

Há que dar os parabéns a esta empresa, nomeadamente ao seu administrador, Fernando Oliveira, por ter conseguido, em apenas 38 anos, deixar de ser uma ‘empresa de garagem’ para atingir o estatuto de PME Líder e espalhar os seus próprios produtos pelas empresas e escolas de todo o país e até pelos PALOP. Desejamos a maior das sortes a esta empresa de sucesso nas apostas que venha a fazer no futuro, pois todo o sucesso que venha a alcançar será seguramente mais do que merecido!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Aposta na inovação...

Bom dia senhores leitores, estamos aqui a divulgar que a nossa próxima empresa sanjoanense de destaque é a Olmar onde o titulo desta publicação é o principal lema.

Já sabe, segunda-feira pode ver mais um caso de sucesso de SJM. Apareça no nosso blogue e apoie o nosso projecto!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Empresas sanjoanenses - Fepsa

Estamos de volta para a análise de mais um caso de uma empresa sanjoanense de sucesso, a também exportadora Fepsa. Comecemos, então, pela história desta empresa com já mais do que quatro décadas de existência no nosso concelho.

História da empresa:

A Fepsa nasceu em 1969, tendo resultado do esforço de quatro industriais da chapelaria, que então se associaram com vista à criação de uma empresa especializada no fabrico dos feltros, dos quais são fabricados os tradicionais chapéus de feltro.

Os primeiros anos de existência desta empresa foram descritos numa entrevista do falecido Manuel Pais Vieira Júnior, que foi uma destacada personalidade do concelho, bem como um dos fundadores da Fepsa: “a Fepsa vingou, mas veio o 25 de Abril e destruiu-a. Até ali ainda se ia de chapéu para o Alentejo, depois passou-se a ir de boné. O próprio partido comunista ridicularizou o chapéu. Foi preciso mão forte mas segurámos a Fepsa.”

Assim sendo, a Fepsa é a única resistente dos tempos em que SJM era a cidade das fábricas de chapelaria. Ora, uma empresa que sobrevive a tempos de instabilidade é uma empresa que, quando há estabilidade, cresce e afirma-se, como vamos ver de seguida.

A Fepsa, na actualidade:

Hoje em dia a Fepsa é a maior empresa mundial na área da produção de feltro, detendo 40% do mercado mundial do sector. Emprega 140 funcionários e vende anualmente cerca de 400 mil feltros. Tem um só accionista e o seu capital social é de 520 mil euros.

Mas se a Fepsa resistiu à Revolução dos Cravos e apresenta actualmente estes dados económicos tão favoráveis, é porque em boa hora a empresa apercebeu-se de que tinha que exportar. Actualmente, apenas 4% da produção da Fepsa fica em Portugal, sendo que os restantes 96% se destinam a nichos de mercado existentes no estrangeiro, que fazem à empresa as encomendas de grande volume de que necessita. Estes vão desde os grupos étnicos – como os judeus ortodoxos, os cowboys e os australianos – até entidades que utilizam determinados fardamentos, que incluem chapéu de feltro – a polícia inglesa, a Real Polícia Montada Canadiana, a Força Aérea da Nova Zelândia…

Para além destes mercados, esta empresa vende também feltros não só para certas casas francesas de alta-costura de renome internacional mas também para produtoras de filmes de Hollywood. A Optimo Hats é uma empresa de Chicago que é especialista em chapéus de rigor idêntico aos dos anos 30 e 40 e que considera a Fepsa "a melhor fabricante de feltro para chapéus em todo o mundo". É esta a ponte que permitiu à Fepsa chegar a Hollywood e pôr feltro português “em exibição” em filmes como “Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull” e “Public Enemies”. Este último é o caso mais marcante, pois apresenta cerca de 80 chapéus fedora, feitos com “feltro Fepsa da mais alta qualidade de castor”, à imagem dos que se utilizavam na época histórica representada neste filme (anos 30 do século XX).

Encomendas estas que conferem mais visibilidade à empresa, pois são elas que fazem com que famosas personalidades como Johnny Depp, Robert de Niro, Vladimir Putin e George W. Bush possuam chapéus feitos com feltro Fepsa.

Contudo, se pensa que pode comprar um chapéu à Fepsa, está enganado. Isto porque a empresa deixa a finalização dos chapéus para os seus clientes: “Não produzimos o produto final, mas apenas o feltro, porque não queremos ser concorrentes dos nossos clientes” (declarações de Ricardo Figueiredo, presidente da Fepsa).

É também de referir que a Fepsa foi distinguida, em 2008, com um prémio de “Inovação e Tecnologia”, atribuído no âmbito do programa FINCRESCE do Ministério da Economia e do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI). Um galardão que se deveu aos investimentos feitos pela empresa na área ambiental, que resultaram em grandes poupanças de energia e água nesta empresa.

Em suma…

Por tudo o que foi referido, a Fepsa é, sem dúvida, um dos expoentes máximos do sucesso empresarial na nossa cidade. Sucesso esse que, segundo o presidente da empresa, é consequência da “estabilidade política do País”, do “bom relacionamento com os trabalhadores” e do “facto de a mão-de-obra se ter mantido a custos moderados”. Prova-se, com esta empresa, que só com uma boa gestão é possível vingar numa economia globalizada.

Mas para além destes três factores, pode-se acrescentar um quarto, sem o qual a Fepsa já teria “passado à história”: o factor exportações, que se tem afirmado nos últimos anos como o motor no qual todas as empresas devem apostar. Só este motor assegura o crescimento económico, quer das próprias empresas, quer do país como um todo.




Terminamos felicitando a Fepsa por todo o seu êxito e a sua preocupação não só com os recursos humanos da empresa mas também com o ambiente!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Produtos sanjoanenses na terra do Tio Sam!

Bom dia caros leitores, informamos que os produtos da empresa do nosso próximo artigo já passaram por Hollywood e pela cabeça de famosos como Robert de Niro e Johnny Deep. Sim, é da Fepsa que estamos (e vamos) falar.

Por isso já sabe o que tem que fazer: visitar o blogue na próxima segunda-feira para ler sobre mais um caso de sucesso na cidade.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Empresas sanjoanenses - Netos

Cá está mais um caso de uma empresa de sucesso da “Capital do Calçado”, desta vez a fábrica de calçado Netos, que conta com mais de meio século de história. Para caracterizarmos esta empresa contamos com uma entrevista a José Neto, a qual aproveitamos para agradecer.

História da empresa:
Foi em 1957 que nasceu a fábrica de calçado Netos, pela mão de Augusto e Domingos Neto. Na altura a empresa trabalhava apenas para Portugal e produzia apenas calçado infantil. Contudo, esta empresa tinha a ambição de crescer, o que a levou à busca de novos mercados para os seus produtos, pelo que em 1969 a Netos começou a exportar para as ex-colónias, nomeadamente Angola e Moçambique.

Mesmo assim, na década de 70, a empresa continuou a sua procura de novos mercados, aventurando-se pelo continente europeu. “Começámos na Inglaterra, em Londres, e fomos por aí fora, Alemanha, França, Itália”, afirmaram José e Domingos Neto.

Esta aposta, enquanto foi possível, foi feita mantendo a exportação para as ex-colónias. Mas nos anos 80 ocorreu a descolonização, pelo que “o negócio [naqueles países] começou a ficar muito complicado”. Deste modo, foi necessário tomar a decisão de deixar aquele mercado, reforçando a aposta nos países europeus, com o início da participação da Netos em feiras internacionais de calçado. Aposta esta que continuou nas décadas de 1990 e 2000, tendo tido grande êxito e tendo feito crescer bastante a empresa desde a sua fundação.

A Netos, na actualidade:

Em consequência de todo este sucesso, hoje em dia a Netos emprega cerca de 100 trabalhadores directamente, somando-se mais 40 a 50 em empresas subcontratadas. E quase todos os sapatos produzidos por estes trabalhadores destinam-se ao mercado externo, já que a Netos teve “muitas dificuldades em cobranças” nas encomendas destinadas a Portugal, o que não aconteceu no estrangeiro.

E não se pense que a Netos não continua à procura de novos mercados: “Vamos tentar a Rússia (…) e a América [EUA] ”, sublinhou José Neto. Para esta busca de novos mercados é fulcral a presença da empresa em feiras internacionais de calçado. A Netos está presente não só na Micam, feira realizada anualmente em Milão, Itália, mas também na GDS, que se realiza em Dusseldorf, Alemanha. Presenças estas que facilitam o acesso a novos clientes que possam estar interessados em comprar o calçado desta empresa sanjoanense.

E quais os tipos de calçado que a empresa produz e expõe nestas feiras? A colecção da Netos já não se reduz ao calçado de criança: “Basicamente fazemos 70% calçado de senhora e 30% criança”, isto porque houve, desde a criação da empresa, grande flexibilização da produção da empresa, para que a Netos pudesse produzir tudo o que os seus clientes necessitavam.

Todavia, há uma característica que é comum nos sapatos fabricados pela Netos: todos os sapatos são feitos com materiais que garantem um elevado nível de conforto a quem os calça. É isto que assegura o elevado valor acrescentado dos produtos produzidos pela empresa, o que se traduz uma grande mais-valia para a empresa, pois salvaguarda-a da concorrência dos países com mão-de-obra muito barata. “Trabalhamos com sapatos com muito conforto, em que o consumidor já não vai às lojas da China procurar calçado, vai às lojas onde nós vendemos”, garantiu José Neto.

Questionámos também os administradores da Netos acerca das suas expectativas para este ano de 2011. Estes não se revelaram muito optimistas, devido quer ao aumento das matérias-primas que prevêem que irá acontecer e que os irá afectar negativamente, quer aos problemas na indústria de curtumes, que obriga a Netos a importar estes materiais, correndo maiores riscos de atraso nas entregas dos curtumes. De resto, a Netos está confiante de que não vai registar uma quebra nas encomendas neste ano, uma vez que grande parte dos seus “clientes são de há 40 anos” e têm grande fidelidade à empresa.

E toda esta fidelidade existe porque esta empresa sempre imprimiu a maior correcção nos negócios, obtendo parcerias que resistem ao passar dos anos. Mas existe também outro factor que tem sido determinante para o sucesso da Netos: esta empresa tem sido, desde sempre, gerida pela mesma família, o que a tem afastado de conflitos de gestão. Trata-se, portanto, de uma empresa estável, unida em torno de um objectivo.




Em suma…
Este caso de sucesso no sector empresarial sanjoanense só foi possível porque a Netos apercebeu-se de algo que algumas empresas em Portugal ainda não sabem: que o futuro da economia portuguesa está na exportação de produtos de elevado valor acrescentado, e que só com qualidade é possível sobreviver à ascensão dos novos países industrializados, onde a mão-de-obra é muitíssimo mais barata do que nosso país, mas onde não há capacidades para produzir em qualidade.
Esperemos que todos os empresários do país vejam também que produzir em quantidade é na China, mas que produzir em qualidade pode e deve ser em Portugal! ctor do calçado em Portugal. ,..tugal. amente no.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mais uma empresa da capital do calçado.

Bom dia caros leitores, estamos aqui a informar que segunda-feira abordaremos mais um caso de sucesso nas empresas sanjoanenses, desta vez uma empresa de calçado da cidade - Netos.

Apareça cá no nosso blogue porque fomos entrevistar os donos da empresa, portanto temos muitas informações acerca da Netos para si!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Empresas sanjoanenses - Creativesystems

Cá está mais um caso de uma empresa sanjoanense de sucesso. Fomos à Creativesystems entrevistar Pedro França, colaborador da empresa, e recolhemos informação sobre esta empresa que surpreende pelo crescimento que tem tido nos últimos anos e pela grande quantidade de tecnologia que utiliza nos seus produtos.

A empresa:
A Creativesystems (CS) nasceu em 2002 em Santa Maria da Feira, com o objectivo de melhorar e automatizar os fluxos de informação no sector industrial, através da identificação e rastreabilidade automática dos produtos ao longo de todo o ciclo de produção industrial. Tornando-se mais fácil saber onde os produtos estão a cada momento, as indústrias ganham mais eficiência e aumentam os seus lucros.

No início, a CS, para o desenvolvimento destes novos sistemas de informação, aplicava tecnologias convencionais, como os códigos de barras. Contudo, em 2004, surgiu uma nova oportunidade de negócio, que se tornou na grande aposta da CS – a tecnologia RFID (radio frequency identification). Esta tecnologia consiste numas pequenas antenas com chip, que são incorporadas em todos os produtos através de etiquetas. Estas são lidas à distância por um detector próprio, que consegue ler dezenas de chips em segundos. Com detectores nas várias fases de produção, a rastreabilidade dos produtos na empresa torna-se total, o que permite a redução dos stocks da empresa e dos armazéns necessários ao seu funcionamento.

A aposta da CS nesta nova tecnologia, que “faz com que os produtos falem”, deveu-se também ao facto do potencial desta tecnologia não se esgotar na indústria: o retalho e a logística também têm muito a ganhar se aplicarem sistemas RFID.

Já no ano de 2008 a CS decidiu deixar a Feira e transferir a sua sede para o recentemente inaugurado Centro Empresarial e Tecnológico (CET) de SJM. Segundo Pedro França, o CET é uma mais-valia para a CS, pois, por um lado, “permite que as empresas se localizem naquilo que vão fazer”, não tendo que se preocupar com outras tarefas como “a limpeza, as chamadas telefónicas, o correio”, pois estes serviços são disponibilizados pelo CET. Por outro lado, o espaço onde a CS está instalada potencia a interactividade entre as várias empresas presentes no CET.

Em consequência da aplicação intensiva de tecnologia nos sistemas desenvolvidos pela CS, esta é uma empresa em que 95% dos trabalhadores possuem formação superior. Pedro França acredita que esta região tem os recursos humanos necessários a uma empresa como a CS, uma vez que SJM tem “de um lado a (…) Universidade do Porto e do outro lado a Universidade de Aveiro”, e “quer uma universidade quer a outra disponibilizam ao mercado excelentes profissionais”.

E são estes recursos humanos que permitem a forte aposta em inovação tecnológica e em Investigação e Desenvolvimento (I&D) que é feita na CS. Esta empresa quer estar na frente do desenvolvimento tecnológico, pelo que “investe fortemente e de forma regular no reforço das suas competências e no desenvolvimento das soluções state-of-the-art do futuro”, através da colaboração com reconhecidos Centros de Investigação Académica.

Outro marco na história da CS foi a sua distinção, em 2010, no “Deloitte Technology Fast 500 EMEA”, como a 110ª empresa com maior crescimento nos últimos cinco anos na região EMEA – Europa, Médio Oriente e África. Este ranking inclui todas as empresas das várias áreas tecnológicas existentes nesta região! Deste modo, o esforço e o sucesso de todos os que trabalham nesta empresa foram reconhecidos à escala mundial.

Quando questionámos Pedro França quanto à receita para tão notável crescimento, a resposta foi a de que existem três vectores: “as ideias, o acreditar e o trabalhar”. Isto porque, por um lado, “se eu não tiver ideias, não vou trabalhar para nada porque não vou ver nada” e, por outro lado, “se eu não acreditar nos momentos difíceis, não vou conseguir chegar a lado nenhum”. Pedro França diz também acreditar que todo o “reconhecimento do mercado [da CS] é consequência do nosso trabalho, das nossas ideias e do nosso acreditar”.

Os projectos:
Importa agora conhecer um pouco melhor dois dos projectos desenvolvidos pela CS.
O Surfaceslab resulta da associação da CS à Vicaima, empresa de Vale de Cambra que lidera a produção de portas interiores no nosso país. Já o Magic Mirror é um sistema desenvolvido pela CS, Throttleman, Avery Denninson e Sybase, que está em funcionamento na Throttleman do CascaisShopping.

E como uma imagem, neste caso um vídeo, vale mais do que mil palavras, aqui ficam os vídeos da SIC sobre estes projectos:




Em suma…
Este foi para nós um caso deveras surpreendente, pois a CS prova que a região do EDV não está condenada a ter apenas empresas dos ramos mais tradicionais da economia. Esperemos que a Creativesystems continue a crescer e a levar longe o nome de São João da Madeira!